sábado, 22 de dezembro de 2012

Pelas Minhas Janelas


Pelas minhas janelas eu vejo o mundo
Eu vejo tudo, vejo os seus olhos azuis
Pelas minhas janelas vejo coisas belas
E vejo os raios de luz.

Pelas minhas janelas eu vejo a lua
Os carros na rua
E pessoas também
Pelas minhas janelas eu vejo o mundo
Sujo, triste e imundo também
E vejo crianças que correm
E brincam também.

E vejo a alegria, a solidão e a tristeza
E vejo a agonia, a paixão e a incerteza.

Pelas minhas janelas
Vejo o sangue que corre,
Campos de guerra
E o mundo que morre
Pelas minhas janelas vejo bandeiras brancas
E milhares de corpos no chão
Vejo famílias que choram
E uma atômica explosão.

Pelas minhas janelas
Portas que se abrem
Corações que se fecham
E punhos fechados também
Bocas que cantam e gritam
Que sorriem e que se beijam também.

Pelas minhas janelas eu vejo o mundo
Sujo, triste e imundo também
E vejo canetas que fazem poemas
E escrevem esquemas também.

Pelas minhas janelas eu vejo barcos
Vejo submarinos e aviões também
E vejo lágrimas, gritos e cantos também
Por elas eu vejo crianças e jovens
Adultos e idosos também
E vejo casas e prédios
A euforia e o tédio também
Vejo a riqueza, a política, a pobreza,
A fartura e a fome também
Vejo estrelas, florestas, montanhas e desertos
E vejo lagos e mares e rios e poços também
Pelas minhas janelas
Vejo mansões belas
E tristes favelas por todo o mundo também.

Pelas minhas janelas
Vejo suas janelas
E muitas outras nas ruas, abertas
Olhando espertas
Para as minhas também.

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