quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Platônico

Eu te amo, mas não sei
Não sei como me expressar
Eu te amo sem você saber
É um platônico amor.

O gigante está apaixonado
E em sua paixão revela-se frágil
Revela-se pequeno
Mesmo com todo o seu tamanho.

Quando você aparece
A respiração fica ofegante
O coração bate acelerado
As palavras me fogem.

Quando você aparece
Eu só consigo sorrir
O silêncio me domina
Neste platônico amor.

Com os meus olhos eu procuro os seus
Mas não consigo fitá-los por muito tempo
Se você olhasse nos meus olhos
Talvez percebesse tudo.

Eu amo quando você anda
Em minha direção
Mesmo que não venha
Conversar comigo.

Eu amo a sua pele
A sua macia e perfumada pele
Mesmo que eu não possa
Tocá-la e senti-la.

Eu amo a sua boca
Seus lábios de delicada perfeição
Mesmo que o gosto dos seus beijos
Seja algo desconhecido por mim.

Eu amos os seus olhos
E esse seu olhar misterioso
Mesmo que eu nunca seja
O objeto de sua atenção.

Eu amo o seu cabelo
Eu amo todos os fios do seu cabelo
Mesmo que meus dedos nunca possam
Acariciá-los em um gesto de ternura.

Eu amo até mesmo
Esta distância entre nós
Mesmo que o meu maior desejo
Seja aproximar-me de você.

Eu te amo
Mas você é inatingível para mim
O que sinto chega a me doer o peito
É um platônico amor.

Se eu tivesse coragem
Se eu soubesse o que falar
Se eu pudesse dizer que te amo
Se eu pudesse dar um fim a este aperto que sinto...

Mas quando eu te vejo
Eu fico mudo
Só um sorriso me escapa
Um tímido sorriso.

E encerrado em minha timidez
Vivo aqui solitário
Jogado em um canto qualquer da vida
Apenas com este platônico amor.

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