quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uns Versos Antigos...

Vim aqui fazer uma confissão hoje: já tentei ser poeta. Quando fazia o terceiro ano do ensino médio eu gostava de escrever uns poemas. Podia passar horas e horas trancado dentro do quarto, apenas escrevendo, procurando uma rima interessante. Esse hobby me acompanhou até o início da faculdade. Dando uma olhada nos meus arquivos achei este poema:

Apesar da Chuva

Da janela da casa de praia
Observo o litoral
Areia, mar, céu e vento
Enchem os meus olhos tristes.

O tempo está fechado
E o coração também
As nuvens lá no céu começam a derramar
Uma chuva imperfeita...
Uma fina e bela chuva no litoral
A praia está vazia
E apenas chove.

Apesar da chuva
Eu irei à praia
Vou deixar o meu relógio em casa
E irei ao mar de peito aberto
O oceano é bonito
Apesar da chuva.

Apesar da chuva
Eu irei até lá
Quero ouvir o barulho do mar
E o barulho da chuva batendo
Na água do mar
Quero sentir o suave toque
Da areia macia e úmida
Nos meus pés descalços.

Apesar da chuva
Eu irei à praia
Preciso sentir a água me cercando
Por cima, pela frente, pelas costas,
Por baixo e pelos lados.

Apesar da chuva
Apesar desta chuva
Que cai aqui no litoral
Eu irei à praia
Sem pressa, sem medo...
E vou deixar o meu relógio em casa.

Lendo esses versos agora, me parece estranho para um sujeito que nunca havia ido ao litoral falar de ir até a praia. De qualquer forma, é um dos meus poemas prediletos. Ele fala da necessidade de enfrentar as adversidades; de não se importar com as chuvas que caem, por mais fortes que elas sejam; da necessidade de deixar o relógio em casa e se deixar levar pela vida. Se esses versos parecem ingênuos demais, eu não sei, mas gosto de pensar que eles possuem algo a dizer. De qualquer forma, são apenas alguns versos antigos escritos por mim que quis compartilhar aqui.
Até mais! 

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